Recomendação: Broken Jazz Society – Rubber Talk (2017)

Mais pesado e adulto, Broken Jazz Society apresenta novo álbum, “Rubber Talk”. O disco foi mais uma vez produzido por Gustavo Vazquez no estúdio Rock Lab em Goiânia.

O Broken Jazz Society foi formado em 2013 em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Só com essa frase preciso fazer um comentário. A quantidade de banda de MG que tenho escutado é absurda – não é só a quantidade, é a qualidade. Recentemente falei do Canábicos e a surpresa com Broken Jazz Society foi a mesma. É mais uma banda que eu não consigo parar de ouvir!

Em 2017 foi lançado Rubber Talk, segundo trabalho de estúdio do power trio mineiro. Um álbum pesado e maduro, uma puta evolução se comparado ao seu antecessor, o EP Gas Station de 2014. Gas Station me soa mais descontraído com uma pegada mais solta. Ouso dizer até mais Hard/Classic Rock – não que seja um problema, só é outra pegada.

Rubber Talk é um disco curto, com nove músicas em 30 minutos. Um álbum que eu não quero que pare de tocar: é redondo, sem barriga e sem encheção de linguiça. Rubber Talk demonstra que Broken Jazz Society assume efetivamente a postura Stoner Rock que já vinha sendo trabalhada timidamente.

Imagino que se a formação fosse de 4 ou 5 integrantes, a banda se perderia; o entrosamento entre os 3 é nítido. Tudo se encaixa bem: as músicas são viscerais e quase posso ouvir daqui as paletadas; os riffs pesados e arrastados não são sem propósitos; os violões acústicos passam um ar desértico; os refrões são muito bem encaixados e a voz equilibra tudo.

Ainda não foi lançado o disco na versão física, mas eu gostaria de ter ele ali na prateleira. Essa é uma banda que eu quero MUITO ver ao vivo e espero de verdade que lancem novos trabalhos.

Link: https://open.spotify.com/album/3FCMRjQ3C8kdLO3ouWn1rF
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