4 discos do estrangeiro para ouvir AGORA

Ok, você se pergunta o que raios seriam 4 discos do estrangeiro? Vai lendo que fica mais claro – e se não ficar já sabe, né? Esquema de sempre, puxa uma cadeira e pega uma cerveja que te explico.

Seguindo a fórmula de mega sucesso criada em 4 discos que você deveria ouvir AGORA eu vou te apr… Não, mentira; mas é um dos formatos que mais gosto de escrever!

Para norte americanos é mole definir “estrangeiro”, EUA é o centro do universo! Mas como vamos definir bandas estrangeiras? O que não for do Brasil? O que for de fora da América do Sul? Complicado classificar algo com uma comercialização tão centralizada em um país (EUA).

Seguindo a definição do dicionário dava pra falar de bandas do Canadá, EUA, Alemanha, Austrália e tudo seria estrangeiro… Deu pra entender?

Eu costumo dizer algo como “bandas fora dos EUA X Europa”, mas aí sempre tem um candango pra me corrigir. “Mas você é burro!! Austrália não é nem EUA e nem Europa!”. Mas e aí, como a gente resolve?

Muita gente coloca como “bandas de países exóticos”, mas aí é exótico pra quem? Para africanos o normal são bandas africanas falando em idioma local. É comum também mencionarem como “banda internacional”, nem sei o que é pior. No geral gosto de ouvir bandas inusitadas, com misturas diferentes e etc. E se for uma que conseguiu fazer sucesso além da cena local, vale mais ainda prestar atenção.

Resumindo: pra mim, bandas “estrangeiras” são nativas de países onde não vejo tanta bandas surgindo. Ou seja, se você conhece cem bandas de algum lugar e essas forem todas as bandas daquele país, não conta! Só se você conhecer cem e existirem mil.
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Capa do disco Steelcrusher da banda Hammercult no post 4 discos do estrangeiro para ouvir AGORA

Hammercult – Steelcrusher (2014)

Hammercult é um quinteto de Thrash Metal de Israel; é uma banda relativamente recente, fundada em 2010. É a segunda banda israelense que conheço a ganhar “visibilidade” através de grandes festivais – a primeira foi o The Fading; no caso, foi no Wacken Metal Battle de 2011.

Eu gosto muito do som que eles fazem, têm 3 discos e são todos realmente bons, barulhentos, rápidos e pesados; as músicas me lembram mais a escola alemã de Thrash Metal. Steelcrusher é um álbum redondo e sem desperdício, uma boa porta de entrada pra quem quer conhecer o trabalho dos caras.

 

Capa do disco Bú-Tik da bada Chthonic no post 4 discos do estrangeiro para ouvir AGORA

Chthonic (閃靈) – Bú-Tik (武徳) (2016)

Falando em sons étnicos recheados de influência de terras distantes, Chthonic pra mim é Top 5. Essa banda tailandesa faz uso constante do Erhu, um instrumento tipicamente chinês, o que a distingue muito de outras bandas orientais.

O som é bem pesado, um Black/Death que incorporando elementos regionais gera um som bem diferente e original. Não parece que estamos ouvindo a trilha sonora de um filme genérico de Kung Fu; muito pelo contrário, acho até que poderíamos chamar de Metal Oriental. A dosagem é muito boa MESMO.

 

Capa do disco Titan da banda Anup Sastry no post 4 discos do estrangeiro para ouvir AGORA

Anup Sastry – Titan (2014)

Anup Sastry é um baterista indiano que ganhou notoriedade por ter tocado nas bandas Monuments, Intervals, Skyharbor e com Jeff Loomis. Apesar dessa nova leva de bandas de Djent ou “Progressivo” raramente falarem comigo, Titan é um PUTA disco. A faixa de abertura homônima é de uma maestria que dói. Os detalhes, algumas sutilezas, pegadas, riffs e quebradas, tudo funciona absurdamente bem. Foi com esse disco que passei a dar mais créditos a essa nova leva de progressivo.

Titan é seu segundo disco solo, contém apenas 4 faixas e é maior que muito disco duplo que rola por aí.


Capa do disco Shrines of Paralysis da banda Ulcerate no post 4 discos do estrangeiro para ouvir AGORA

Ulcerate – Shrines of Paralysis (2016)

Ulcerate é um power trio neozelandês de (Technical) Death Metal. Sempre que vejo qualquer referência a Nova Zelândia, as primeiras coisas que me vem à cabeça são: Maori, Tatuagem e língua de fora.

E cara, muito pelo contrario, é uma banda “neutra”. Justamente por isso escolhi, você não fica tentando entender os instrumentos, as colocações, a arte da capa, o sotaque e nem nada. É uma banda de Death Metal e ponto, os caras não precisam se pintar para guerra para fazerem sucesso. O mérito é todo esse, terem se destacado em um gênero tão desgastado sendo “o mesmo de sempre”.

 

Valem as menções que já indiquei por aqui com Myrath (Líbano), Hunter (Polônia), Jinger (Ucrânia), Acrassicauda (Iraque) e Melechesh (Israel).

Obs.: Não coloquei player do Spotify, senão vai ficar uma bagunça desgraçada, mas todos estão lá, bonitinhos esperando você apertar o Play.

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