Ouça B.B. King e coma os legumes!

Em algum momento eu conheci B.B. King, que me fez repensar a forma como eu consumia música. O Blues foi um respiro numa época em que eu não ouvia nada além de metal. Ou seja, se não fosse um som com porradaria do começo ao fim eu não tinha o que ouvir, literalmente era todo meu material na época.

Conforme o tempo foi passando, fui percebendo determinadas influências e buscando as origens/variações das bandas que gostava; uma coisa foi puxando a outra e hoje em dia minhas bibliotecas de música são sempre uma loucura. B.B. King é um que sempre está presente.

Esse ímpeto de sair procurando discos em tudo quanto é canto, de todos os cantos do mundo, me fez ouvir muita coisa merda, mas no meio do caminho conheci muita coisa boa. Inclusive, muito do que eu acho bom tem uma possibilidade gigantesca de você achar totalmente irrelevante, só para deixar claro!

Essa variedade é algo que sempre tento levar para quem tem alguma afinidade com música, meio que as conversas sempre começam com a frase “Olha, isso é meio diferente, mas vê se vc vai gostar!“. Tudo bem que minha opinião vale menos que um pacote de biscoito polvilho, mas no geral as pessoas aceitam bem.

B.B. King não é um deus, nem a palavra final quando se fala de música, mas pra mim é uma puta referencia. É um cara que comunica tanto pra quem prefere algo mais acelerado – dentro do possível –  ou músicas mais lentas de tirar a roupa – piada interna, mas dá pra entender, vai?

Em 2014 foi lançada – mais – uma compilação, dessa vez com cinquenta músicas, Anthology. Só pra comentar, em 2012 foi lançado o Ladies And Gentlemen… Mr. B.B. King contendo quase DUZENTAS músicas, e uma versão mais humildona com apenas OITENTA E TRÊS. Bom, seguindo. Anthology!

Atualmente indico o Anthology porque contém os maiores clássicos do mestre do blues, como Three O’clock Blues, The Thrill Is Gone, Humminbird, Ghetto Woman e grandes sucessos!! – imagina isso sendo narrado com uma bela voz aveludada como a da Som Livre. Sem contar que percorre desde interpretações mais atuais até versões originais, ou o mais original que se pode ter quando se fala de Blues.

Verdade seja dita, não sou fã de coletâneas ou álbuns que levem quase um dia inteiro para ser escutado, mas do B.B. King esse é o disco que  tenho mais ouvido, coloco pra rolar quando chego em casa e praticamente vai tocando até eu ir dormir.

Mesmo se você está “muito bem, obrigado” com as bandas que tem escutado, talvez valha a pena dar essa chance e ouvir o som de um cara que influenciou gerações de músicos. Do mesmo jeito que você sabe que os legumes existem: mesmo que não os coma, você sabe que existe! Da uma chance ai pro velhinho, nem que seja pra você dizer “Não gosto nem fudend*”. Foi um cara – junto com mais uma tropa de músicos – que influenciou grandes nome com Jimmi Hendrix, The Doors e Barão Vermelho (???).

Tem alguns outros discos mais enxutos que vou indicar individualmente num futuro próximo.

URI: spotify:album:1LzYzoyDpRjM8o5GDha0yN
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