Audioslave reunido para apresentação única… Ou não!

Lembro da primeira vez que ouvi falar sobre o Audioslave. Foi no rádio do carro, enquanto estava agarrado em algum engarrafamento infernal pelas ruas do Rio de Janeiro – engarrafamento infernal e RJ deveria ser pleonasmo. O locutor do outro lado, ensandecido – como todo bom locutor da programação entre 17:00 e 19:00 – anunciando o retorno dos maiores nomes do Rock n’ Roll: “A agressividade do Rage Agaist The Machine (RATM para os íntimos) com a voz hipnotizante de Chris Cornell, em uma parceria explosiva, o AUDIOSLAVE!!”.

Chirs Cornell? Black Hole Sun? RATM? Killing In The Name?
É sério que estão colocando todos juntos, na mesma banda, de propósito?? O que vai sair dessa porra??

Quando ouvi o disco Audioslave (2002) pela primeira vez era como se as portas de Valhalla se abrissem e a Silvia Saint uma valkiria me puxasse pela mão. O disco abre com Cochise, logo seguida de Show Me How To Live – o que pra mim, até hoje, fez com que esse fosse o álbum com uma das melhores aberturas. O meu ceticismo foi para as cucuias.

A banda teve uma carreira relativamente curta, Tom Morello e seus 150 mil projetos, Chris Cornell com sua carreira solo, pouco depois teve a esperada reunião do RATM, e após algumas posições na Billboard, 3 indicações ao Grammy, 3 discos e 6 anos de estrada, eles encerram as atividades.

Esse ano eles se apresentaram no The Anti-inaugural Ball, evento que expressa o descontentamento com a direção política norte-americana. Idealizado e executado pelo próprio pessoal do Prophets of Rage, contando com mais uma galera convidada no palco e apresentado por Jack Black, foi descrito como uma “no-Trump zone!”. Claro, se você juntar Prophets of Rage com Chris Cornell você tem o que? Audioslave!

Rolou na sexta-feira (20/01/2017) e você pode conferir no vídeo abaixo:

Cara, sério, já se fala há um bom tempo sobre a possibilidade de uma reunião permanente do Audioslave. Até agora não houve nenhum pronunciamento oficial, mas sempre rola aquela história de “… é bem possível”.

Infelizmente, eu não tenho esperança que eles voltem a tocar juntos novamente; mas que ia ser maneiríssimo… Ahhhh se ia!!

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