(Pequeno) Manifesto do nada sobre porra nenhuma. [Parte 2]

Vamos definir uma coisa: o Instagram é uma rede social para publicação, divulgação e compartilhamento de fotos.
Blz? Estamos em sintonia? Se não estamos, então você pega seu copo e vai pra outra mesa… SEGUINDO!!

Se não quisermos ser tão simplistas, dá pra definir também como os registros realizados através da visão que determinada pessoa tem do mundo, uma rotina e o dia a dia, de um músico, jornalista, atriz, jogador de futebol, youtuber, enfim, “ídolos” que querem se conectar com seus fãs. E ainda, hoje em dia, tudo tem uma segunda função como canal para prover/consumir informação – entenda por informação como qualquer merda.

Até aqui pra mim é tranquilo, concordo e aceito essas premissas muito bem estabelecidas por mim mesmo ( 😀 ).

O que começa a me incomodar é que, como tudo hoje em dia gira em torno de likes, joinhas, curtidas e coraçõezinhos, usuários tendem a correr desesperadamente atrás de números para serem mais relevantes. A pessoa quer uma exposição maior, então ela publica mais, curte mais e interage mais em suas redes; acho que isso é o que os especialistas chamam de engajamento. Mais uma vez, isso pra mim é tranquilo também.

O problema, pra mim, é quando tudo isso se resume a pessoas ficarem curtindo QUAL-QUER-MER-DA só para ter curtidas de volta, ou pior ainda, quando o infeliz quer tanto ter uma legião de seguidores que acaba se comportando como uma criança birrenta de 5 anos. O idiotinha te segue, mas se você não seguir ele de volta em 15 minutos ele te “des-segue”, eu juro que sempre que isso acontece eu consigo ouvir daqui de casa; “Se você não me seguir eu também não te sigo, seu cara de melão!” e obviamente que minha resposta (mental) é sempre; “Ok! Mas eu não to pedindo nada.”.

Meu ultimo post sobre a banda Blackwater rendeu curtidas (odeio essa palavra) de algumas bandas de Prog, e algumas até grandinhas tinham começado a me seguir. O que eu achei legal pra cacete, fiquei todo feliz, serelepe e pimpão, achando que bandas assinadas com grandes gravadoras tinham reconhecido meu trabalho através das belas palavras bem escritas naquele singelo post… Até parece, no dia seguinte nenhuma me seguia mais. Eram mais algumas crianças birrentas.

Quando eu comecei a publicar pelo Instagram, cheguei a pensar em ouvir e escrever sobre as bandas que chegavam até mim, mas sabe o que aconteceu? Eu não conseguia pegar o nome dos caras porque no dia seguinte eles não estavam mais na minha lista, e sinceramente, se eu for seguir todas as bandas que aparecem na minha frente vou acabar gerando um oceano de bandas que vão se perder no meio uma das outras. Algumas poucas me mandaram mensagem diretamente agradecendo pelos posts e outras perguntando se eu não tinha interesse em ouvir o material delas, todas essas foram respondidas e devidamente postadas (nem que fosse direto no Instagram).

Não sei qual é o perfil comportamental da população média que está presente nas redes sociais, mas acho que ainda é uma fase de adaptação. Imagino que dificilmente números em redes sociais se reflitam em dinheiro no bolso, acho que se esses caras se preocupassem mais em public relations talvez conseguissem uma exposição melhor. Mas isso é só uma opinião minha, e quem sou eu pra dizer como os outros têm que trabalhar, mas se até um Zé Ruela como eu percebe isso, então não deve tão difícil assim…

E ai, como você interage por ai? Curte tudo alucinadamente em busca do número perfeito ou vai catando só o que realmente te importa?
Deixa aí nos comentários.

Um comentário em “(Pequeno) Manifesto do nada sobre porra nenhuma. [Parte 2]

  • 12/01/2017 em 11:47
    Permalink

    Eu curto o que gosto, comento quando sinto vontade e costumava olhar os perfis que me seguiam pra ver se eram do meu interesse, coisa que mal tenho feito pq se passo dois minutos no instagram é muito. Tem pessoas que sabem o número exato de seguidores que possuem e eu acho isso algo muito louco, sinceramente. No fim das contas, é a mesma questão de sempre: a necessidade de aprovação. Acho isso de uma carência enorme, mas fazer o que, né?

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