Jinjer – Cloud Factory (2014)

Capa do disco Cloud Factory, do JinjerCara, essa banda tá rolando na minha playlist do Spotify há muito tempo. Sempre parava pra ouvir em algum momento que não prestava muita atenção e quando ia parar pra escrever eu só ficava vendo o cursor piscando enquanto eu pensava  “Caralho… como é que é mesmo?”.

Então eu dava play e depois de 5 minutos, assim como meu cachorro perde atenção por uma mosca, eu perdia para qualquer coisa, e lá se perdia o post de novo. Normalmente quando isso acontece já é sintoma de que não curti tanto; no geral, quando eu gosto de um disco, eu tenho uma ideia bem formada de, no minimo, o básico: lembro das pegadas, vocais, enfim, sons marcantes.

O que rolou foi que eu comecei ouvindo King Of Everything (2016), que apesar de ter alguns elementos que me fazem torcer o nariz, (vocais meio digitalizados e pegada meio Djent em algumas músicas) no final eu acabei achando um disco legal. Mas foi quando parei para ouvir o anterior, Cloud Factory (2014), que fui fisgado. É um disco com um cheiro fortíssimo de Metalcore, com uma levada que tinha um tempo que eu não achava assim; não que seja muito raro, mas por não aparecerem pra mim mesmo.

Esse é o tipo de banda que casa perfeito com uma vocalista mulher. O timbre de voz feminino, quando rasgado, normalmente me agrada mais do que quando feito por um cara; e quando a vocalista consegue cantar com voz limpa sem parecer a Sandy ou a Sharon do Within Temptation, pra mim, é um par perfeito. A banda tem umas músicas bem porrada, com riffs de guitarra e a bateria comendo solta e a vocalista gritando horrores; música reta e direta, a pegada fica ali flutuando entre os Thrash mais modernos e o Death mais leve, sabe? Ah, sei lá… É Metalcore, porra, vai lá ouvir e para de encher o saco (desculpa, mas tô no trabalho e só consigo pensar em ir embora – motivo do mau humor).

Ocasionalmente a sonoridade me incomoda um pouco, as mudanças no tipo de vocal com viradas abruptas na música, pra mim, soam meio bagunçadas; ainda mais se acrescentar que nesse disco já começaram a usar uns efeitos de voz. Juntando isso com as quebradas no meio da música, parece que tão tentando enfiar várias influências na mesma música e acaba ficando meio confuso pra mim. Mas isso não virou um problema, até que algumas dessas coisas deram uma melhorada no disco seguinte (ou nem tanto).

Bom, disco rapidinho, meia horinha, 8 músicas, passa rápido e quando você vê, já acabou.

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Link: https://open.spotify.com/album/6Rzr5gsWyLVZDwQfk9hAhY
URI: spotify:album:6Rzr5gsWyLVZDwQfk9hAhY

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Um comentário em “Jinjer – Cloud Factory (2014)

  • 18/12/2016 em 12:12
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    Acho válido colocar um link do post explicando o Djent TODA vez que você incluir essa palavra nos posts. Porque eu já li umas 300 vezes, e continuo não internalizando o que é 😛

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    • 19/12/2016 em 14:23
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      Eu já tinha pensado nisso!! rsrs
      Tenho que reescrever aquele post, o coitado tem 2 ou 3 parágrafos.

      Resposta

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