Sodom – In War And Pieces (2010)

Apesar de hoje em dia o Thrash Metal ser algo bem uniforme, um dia as coisas não foram bem assim, em algum momento no passado existiram duas vertentes, Alemã e a Americana, não que houvessem grandes divergências entre as duas origens, mas a impressão que eu tenho é que todas as bandas do começo dos anos 80 que surgiram de outros países que não fossem os USA eram mais pesadas, sujas e obscuras (em alguns momentos). Na verdade, parei pra pensar 2 segundos sobre isso e percebi que qualquer movimento musical que ocorre em paralelo a cena americana é sempre mais agressiva, por assim dizer. Bom, vou parar por aqui, isso é pauta pra outros dois textos que já estão em confecção, depois coloco o link aqui.

Com exceção do Metallica, todas as bandas de Thrash que eu ouvia quando era um jovem adolescente, eram alemãs, não por que eu queria, porque fui atrás de coisas diferentes, ou qualquer motivo do tipo, era simplesmente as que chegavam até a mim como sendo “pesadas pra caralho”. Enquanto Slayer lançava Diabolus in Musica (1998), Sodom gravava Code Red (1999), eu adoro ambos os discos, mas não o que discutir, Code Red é incontestavelmente melhor. A primeira vez que ouvi Sodom foi com Napalm In The Mourning do M-16 (2001), eu nunca tinha ouvido nada como aquilo, essa é uma das minhas (muitas) músicas favoritas, acabou marcando uma excelente impressão em mim e é um das que sintetiza melhor a banda como um todo, sempre que alguém me pergunta “Como é o som do Sodom?” é essa música que mostro.

Cara, que puta disco bom da porra. É bom demais!! DEMAIS!!
Os discos do Sodom são bem “mais ou menos” iguais, temáticas, pegadas/timbres de guitarra, baterias, técnicas e característica no geral reconhecíveis de um álbum para outro, apesar de serem músicas caóticas e as vezes frenéticas, a qualidade do som é sempre impressionante, e vem sempre se aprimorando com o passar do tempo. Esse disco me lembrou muito os lançamentos mais antigos, é reto e direto, porradaria e violência por maravilhosos e bem dosados 47 minutos, não tem nada sobrando, nada faltando, é bem raro uma banda me fazer relembrar um lançamento de 20 anos atrás sem ser um disco remixado, relançado ou regravado. As músicas são engatadas um na outra, não da tempo de respirar! Acredito que das bandas de Thrash dos anos 80 que sobrevivem BEM até hoje, Sodom é que tem os melhores discos

Fica ai a recomendação OBRIGATÓRIA.

 

Link: https://open.spotify.com/album/7GxPKvHXJumggpq0jdLuh5
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