Myrath – Hope (2007)

Myrath é uma banda de Progressivo da Tunísia, eu pelo menos parando pra pensar 2 segundos não me recordo de outra banda que tenha vindo de lá Eu sou um mega entusiasta de bandas de países “inusitados”, na minha cabeça sempre vai rolar uma pitada de sons mais étnicos, ou pelo menos uma abordagem diferente, as músicas serem interpretadas por uma ótica diferente. E cara, essa é uma puta banda, mescla metal com detalhes de música regional e elementos árabes, que funciona extraordinariamente bem, as músicas são fluidas e orgânicas, não soa artificial ou forçado a utilização de instrumentos típicos do oriente médio.

O primeiro álbum que ouvi foi o Tales Of The Sands, de 2011, é um disco que usa alguns instrumentos não convencionais e técnicas de voz incomuns ao metal tradicional, em alguns momentos até ritmos diferentes sem virar uma confusão do caralho, os detalhes, sons de fundo, efeitos sonoros, tudo aplicado com clareza e precisão. Esse já é um disco com muito mais influencia do oriente médio, na verdade é muito mais Oriental do que Metal, havia sido o meu único contato com a banda, por ter essa pegada étnica forte cheguei até achar um excelente trabalho, apesar de gostar mais quando a vertente Metal é mais evidente na música que os demais elementos.

Agora recentemente caiu no meu filtro o disco Hope, de 2007, puta que pariu, que disco bom, a parte instrumental é impecável, os caras tem uma técnica absurda, a produção é do caralho. Pra quem gosta ou não de comparação com outras bandas, em alguns momentos se eu não soubesse o que estava tocando eu poderia afirmar com certeza que é alguma música do Dream Theater, especialmente nas pegadas mais Metal, principalmente nas passagens com levadas de riffs arrastados intercalando com tecladinho (Jordam Rudes manda um abraço), as quebradas no meio da música com um solo de guitarra acompanhado de um solo de baixo bem marcado. A influencia de Symphony X e Dream Theater permeiam todas as músicas. Não me incomoda, de maneira alguma, me dá mais uma opção de banda para ouvir.
É um disco bem coeso, redondo, nada tá fora do lugar, até os solos e músicas que se estendem além do normal pra mim ainda tá dentro do esperado pra uma produção desse porte.

Eu achei a produção desse disco tão animal, que fiquei surpreso quando percebi que era o primeiro disco, a principio achei que a evolução natural havia sido eles se tornarem algo mais voltado ao Metal (ou comercial), imaginei que saindo cada vez mais das proximidades do território natal fossem incorporando mais elementos do progressivo atual, técnicas novas e etc. Mas não, se voltaram para algo mais “exótico”, quando comparei com o Tales Of The Sands percebi que a proposta deles era realmente manter essa identidade árabe, o que é sensacional, vou ouvir os demais discos e discorro por aqui as primeiras impressões. Inclusive tem disco novo desse ano que tá na minha lista de ouvidas pendentes!

Metal, pesado, bem feito, progressivo. Recomendadíssimo!

Link: https://open.spotify.com/album/2X5X8ZiawaGsvaKY7tCPv4
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