Rotting Christ – Rituals (2016)

Eu não sei se você gosta de Rotting Christ, também não sei se você gosta de Black Metal, você TEM que ouvir esse disco.
Ok, agora que eu já fiz o meu escândalo gratuito, vamos a introdução sociocultural.

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A primeira vez que ouvi Rotting Christ foi com a música A Dead Poem do disco A Dead Poem, definitivamente não ouvi na época do lançamento, talvez uns 3 ou 4 anos mais tarde, mas foi em uma das revistas que eu comprava que acompanhava um CD com algumas músicas, no meio veio esta preciosidade. Eu fiquei instantaneamente apaixonado, (para mim na época) era um som pesado demais e eu não estava acostumado com aquilo, demorei um bom tempo até descobrir que se tratava de uma banda de Black Metal, mas como, se não era um som merda?? Um tempo depois comprei Genesis, já no lançamento, e isso só veio consolidar o título de uma das minhas bandas favoritas, o que não quer dizer porra nenhuma.

Rotting Christ tem uma puta importância pra “cultura” Metal, no final dos anos 90′ eles foram um dos primeiros a definir o estilo de Black Metal mais obscuro e menos malfeito, fazer um som mais atmosférico e sombrio do que simplesmente gritar blasfêmias. Também foram responsáveis por estabelecer o Black Metal fora do circuito nórdico/escandinavo, acredito que junto com Septic FleshNightfall colocaram a Grécia no mapa como sendo local de origem para grandes nomes com um som autentico, uma nova revolução talvez?

Cada disco do Rotting Christ tem uma assinatura bem particular, os 3 primeiros disco tem um som bem Black Metal mais próximo ao tradicional que conhecemos, em 1997 é lançado A Dead Poem, onde já são mesclados vocais guturais e limpos, teclado e riffs mais lentos, passagens de baixo mais perceptíveis, músicas mais encorpadas e limpas. De forma geral e grosseira esse é mais ou menos o formato de todos os disco dai pra frente, alguns mais pesados, outros mais densos, outros mais temáticos e outros mais experimentais, mas o som da bandas em si é bem marcante e característico, se você já ouviu, você vai reconhecer.

imagesE Rituals? Cara, difícil descrever.
Como o próprio título indica é um álbum totalmente ritualístico e bem tribal, seguindo a atmosfera criada nos 3 disco antecessores, é um ambiente pesado e obscuro. É um álbum criativo, são 10 canções entoando rituais (diferentes?) de uma forma particular em cada uma, se mantendo dentro deste “tema” criado, um disco bem solido. A bateria é bem marcada, como tambores indígena, rítmica e continua extremamente rápida em alguns momentos, riffs pesadíssimos. Tem uma uma tropa de convidados fazendo vocal, backing vocal, gaitas de fole e precursão. Enfim, é um puta disco, muito bem produzido, se você gosta de cultura tribal, viking ou pagã, esse disco é obrigatório.

Observação: Se você gosta de ler, recomendo usar esse disco como trilha sonora para o livro Stonehenge, do Bernard Cornwell.
Mas senão gosta, saia daqui a AGORA!!

Link: https://open.spotify.com/album/4N5BHS8X27bX5wMqVCk83x
URI: spotify:album:4N5BHS8X27bX5wMqVCk83x

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