Carreira solo, projetos paralelos, super grupos e os Changeman

Então… o que acontece. (jargão de trabalho)

Recentemente estava eu, debruçado sobre o balcão da minha cozinha, conversando com a digníssima enquanto ela saboreava o seu vodka martini batido e eu meu delicioso bourbon, resolvi colocar pra tocar um dos últimos discos que veio parar na minha mão.

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Um nome muito sugestivo Panzer, na capa, um tanque de guerra GIGANTE com uma caveira enorme na frente, soltando fogo por tudo quanto é canto enquanto passa por cima de algumas mini-pessoinhas. Depois de ler qualquer livro do Antony Beevor sobre a segunda guerra, PANZER vai ser uma palavra que você não vai esquecer. Então quando eu vi essa preciosidade, coloquei pra tocar. Já falei que o tanque na capa é GIGANTE!?

Cara, como o som é bom.
Pesado, rápido, thrashão como eu não ouvia a um tempo. Um vocal foda, guitarras com aquele tunning da decada de 80, mas um som limpo, encorpado e agressivo. E tem um tanque gigante na capa!!

A música que abre é uma porradaria do caralho, guitarra solando junto com o riff, e um grito da escola Tom Araya de vocalistas, voz semi-rouca revela como vão ser os vocais enquanto a bateria dita o ritmo do que vai ser a sua próxima hora. E tudo isso com um puta tanque GI-GAN-TE na capa!!

Eu fiquei eufórico durante todas as músicas, quando eram mais rápidas ou pesadas eu bangueava dizendo que isso é muito bom. Mas de repente uma voz me lembra algo que já conheço e penso “Cara, isso parece muito com Destruction, tinha tempo que não ouvia algo assim.” Uma quebrada no meio de uma música rápida para cantar um refrão mais lento na frente de um riff arrastado “Cara, eu conheço isso de algum lugar…” Mas não parei pra ver quem estava ali dentro da minha caixa de som mandando aquela sonzeira.

Alguns dias depois descubro, que a banda é um power-trio… Formado por Marcel “Schmier” Schirmer (Destruction) – Vocal/Baixo, Herman Frank (ex-Accept) – Guitarra e Stefan Schwarzmann (ex-Accept) – Bateria. Tá explicado o motivo de tamanha qualidade, era mais um super-grupo.

Quando eu era mais novo, e isso não faz tanto tempo assim, normalmente existiam as bandas regulares, com formação de 3 a 5 integrantes – se for pagode pode variar entre 7 e 32 – e os artistas solos. Invariavelmente o vocalista de alguma banda saia e se tornava simplesmente “cantor” ou “ARTISTA”.

Não parei pra fazer uma pesquisa a fundo sobre o assunto, como na maioria dos absurdos que falo por aqui. Mas a minha sensação é de que até a década de 80′ e final de 90′ não era muito comum os super grupos, quanto a projetos paralelos eu não sei dizer, provavelmente sempre existiu, mas talvez a repercussão não era exatamente essa “Oh meu Deus!! Fulano agora tem um projeto Cocain ‘n Roll!!”. Já li algumas vezes que essa história começou na década de 60, o Rat Pack pra mim é sempre a lembrança mais antiga, até porque, sempre lembro dessa galera em preto e branco.

Vamos assumir que a minha experiencia de vida reflete fielmente a realidade. Antigamente não existia essa moda, ou tendencia, e ponto final.

A carreira solo eu entendo, o cara quer ter a liberdade de fazer as coisas do jeito dele, não necessariamente um som diferente, mas ter o poder de livre decisão e explorar a banda como quiser, inclusive demitir e contratar gente a vontade. E, olha que engraçado, não parece o Megadeth??
Pra mim um bom exemplo disso é o Ozzy. Tava no Black Sabbath, acredito piamente que rolou pirotecnia e ele saiu para ser o mordedor de morcego que todo mundo conhece.

Dio, tá ai nesse mesmo saco… Deu birra no Rainbow, (aqui vale um comentário, qual foi o brainstorm pra batizar uma banda de rock com esse tome tão pitoresco??) pulou fora, foi pro Black Sabbath, gravou alguns dos meus discos favoritos, novamente deve ter rolado pirotecnia com o Iommi. Ele coloca Vinnie Apice em baixo do braço e forma uma banda chamada Dio.

df4d8769216b94fc3857fc745f8cf2d0Sério, uma banda chamada Dio e Ozzy – que coincidentemente tem o nome de seu, “dono”? – , não é uma banda!!
É a mesma coisa com o porra do André Matos, blá blá blá Angra, blá blá blá, Shaman… todo mundo sabe, se não sabe, conto quando você vier aqui em casa com algumas cervejas. Não satisfeito em dar seu nome a banda, tinha que dar nome E sobrenome?? Se você colocar um E no meio vira dupla sertaneja, porra.

Então amiguinhos, chegamos a conclusão que: Carreira solo serve pra se ter uma banda com o seu nominho, certo?!

Mas e se o cara não sair da banda e mesmo assim tiver uma banda com o nominho dele?
Acho que a forma mais simples de se definir um projeto paralelo é; quando se adquire alguma notoriedade por fazer parte de uma banda, ainda sim conseguir ter/fazer parte outras bandas.
Sinceramente agora não me vem ninguém a cabeça, sei que Tom Morello e Slash são dois caras que tem uma discografia em algumas bandas diferentes gravando discos simultaneamente.

As vezes pode ser só uma participação especial, mas ai acho que não conta tanto.
O cara foi lá, gravou uma música no meio do disco de alguém e nada mudou.

E é ai que tem a pegadinha… Velvet Revolver e Audioslave, supergrupo ou banda padrão?

Pra mim super grupo vale pra casos como Avantasia, Trans-Siberian Orchestra e Ayreon.
São grupos que realmente só tem “estrela”, sem contar que é uma muvuca do caralho que entra e sai dessas porras. Existem algumas outras bandas nessa pegada, talvez com nem tanto impacto ou qualidade, mas existe. No mundo real – Jon OlivaArjen Anthony Lucassen não são desse mundo então não conta – super grupo vale pra quando pessoas com ego do tamanho de um tanque de guerra GIGANTE se junta para gravar um disco ou dois. E no dia seguinte sai em tudo quanto é site com a seguinte manchete “SUPERGRUPO FODÃO……”.

Cara, sério, banda é banda e fim de papo.

Só porque resolveram fazer um frankenstein com integrantes de outras 5 bandas, isso não quer dizer PORRA NENHUMA. A menos que cada um use uma cor, tenha uma arma para fazer uma super bazuka e tenham um robo gigante para defender tokio de alienígenas toscos, não tem nada de super!!
Se Bill Gates e Steve Jobs abrissem uma empresa, não seria chamada de Super-empresa, seria chamada de MONOPÓLIO!!

Eu não quero saber se é projeto multi-instrumentista, se é banda, se é projeto se é o Quarteto Fantástico ou o Balão Mágico, eu só quero entrar na loja, pegar o CD e ir pra casa ouvir. CAGUEI pra qual é o rótulo do negócio.

Falando sério agora – porque até agora eram devaneios de um louco qualquer – pra mim sempre da um crédito a mais quando descubro que em determinado disco, alguém que conheço de outra banda tá lá no meio. Como foi no caso do Panzer, sempre gostei do Thrash Metal Alemão, Accept tem alguns dos riffs de guitarra que mais gosto, Destruction sempre foi um dos maiores nomes do Thrash vindo das europas. A fórmula tem tudo pra dar certo, é mais uma questão de credibilidade e gosto, se você gosta do Metallica, e ficasse sabendo de um projeto pra tentar fazer algo diferente, talvez em colaboração com algum grande nome do rock n’ roll, você não ia querer ouvir?? Mas é claro!! Opa, pera ai… acho que esse não é um bom exemplo. Tem sempre exceções.

Bom, vamos ao que interessa.
Lista nova, várias colaborações, coisa pesada, coisa leve, coisa esquisita e coisa nova. Tem até pegadinhas ai no meio.

Link: https://open.spotify.com/user/flopes23/playlist/4ms7pPKCCHiWpMY04Vrk81
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