Desabafando sobre The Astonishing (Dream Theater)

O universo me passou uma rasteira nas últimas semanas… Na verdade mais de uma. Confesso que me tornei um gordo preguiço, careca e babão que gosta de filmes de super-heróis. Ok não é pra tanto, na verdade nas ultimas 2 ou 3 semanas não fui atrás de muito material, fiquei contando com as sugestões do spotify, e sabe o que aconteceu? ME FUDI!!

Metade foi uma penca de coisas que já conhecia, nada relevante que se indique a alguém, a outra metade era do tipo pegadinha do malandro, sabe? Você escuta UMA música que é infinitamente FODA, tão foda que você escuta ela em loop 157 vezes, sem parar. Mas quando escuta o disco todo, da uma brochada tão grande que da vontade de chorar, ou tacar o celular na parede. Geralmente vejo os lançamentos do mês pra ver se tem algo do meu agrado, ou entro em sites especializados que acompanham os release dates das gravadoras e vou catando o que vem saindo. Fui contar só com que chega até a mim e deu nisso, preciso de fontes vivas de recomendações. Fica a dica pra quem quer ser meu amiguinho. Sendo assim aproveito para iniciar mais uma seção; Desabafo.

Dream Theater. Muita gente ama, muita gente odeia, muita gente não quer nem passar perto.

Você gostando ou não, os caras são bons pra caralho.
Mesmo que você seja puritano e não goste dos mais recentes, tem que admitir que são bem coesos, com bastante peso e talvez muitas músicas dividas em atos, lembro de ouvir alguns e mesmo ficando de saco cheio não cheguei a falar “Puta que pariu, mas que disco merda”.

Mas como tudo na vida, sempre há uma primeira vez.
Tentei ouvir umas 3 ou 4 vezes, mas em algum momento me pego pensando na vida, o que vou fazer mais tarde, o que tem de pendencias no trabalho pro próximo triênio… São duas horas. Veja bem, não é um disco que acaba em 15 minutos, são DUAS HORAS, tem umas loucuras com palmas no meio que fora de contexto não faz muito sentido (como ouvir uma introdução no final, talvez), achei até que tinha entrado em random e passado para The Wall do Pink Floyd. Só ouvindo não entendi qual é a ideia, não são músicas individuais como em um disco regular, depois vou parar pra ler as letras das TRINTA E QUATRO MÚSICAS (tudo bem que metade deve ser instrumental) e fazer um esforço de ler enquanto escuto e ver se sou cativado, mas me soa muito como uma fusão de Dream Theater com Ayreon… Ou uma Rock Opera que eu comprei os ingressos achando que assistiria a um show tradicional.

Veja bem, a comparação não foi para apontar que The Wall é um disco chato, só que eu não esperava algo tão teatral, já com Pink Floyd eu nunca espero outra coisa, questão de expectativa. Já estava acostumado com os discos conceituais como Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory (1999), onde as músicas funcionam isoladamente e é um disco do caralho recheado de música sensacional, também tem o não tão conceitual Six Degrees Of Inner Turbulences (2001) que apresenta uma sequencia de músicas divididas em atos em torno de um tema, que inclusive é um dos meus favoritos. A gente sabe que eles conseguem fazer isso muito bem, em 2006 gravaram o CD/DVD ao vivo, Score, onde é executado o próprio Six Degrees’ quase que na integra numa versão de 40 minutos acompanhado de uma orquestra, como se fosse uma única música.

Mas nada disso é tão grande ou ambicioso quanto The Astonishing, apesar de terem um tema central e etc, não contam uma história com personagens, cenários e afins, no final comparando os trabalho o que já havia sido produzido é até bem simples. Deu pra perceber que a critica adorou, não sei dizer o quanto tem de jabá ai no meio, mas comparar que é tão bom quanto Metropolis já é forçado, não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas de fato é uma super produção. Sempre digo que um disco deve ser escutado na integra, na ordem como gravado e originalmente lançado, normalmente existem propósitos para tal. The Astonishing mais ainda, se você ouvir em modo aleatório do nada vai entrar um falatório sem sentido, então quando for ouvir, aperte o play na primeira música e vá até o final, é a única forma de se ouvir esse álbum.

The Astonishing é uma Rock Opera, se você não tem saco para esse tipo de coisa, não vai funcionar para você, é o tipo de música para se ouvir em casa, sentado no sofá bem tranquilo, acho que ficou no nível de Tommy (1969) do The Who e The Wall (1979) do Pink Floyd, que é um patamar que poucas bandas alcançam, mas não são nem de longe meus discos favoritos, estou mais no time AyreonQueensrÿcheAvantasia  e Dethklok(!!!). Acho que esse seria um disco perfeito para contar com uma galera convidada nos vocais, deixar James Labrie ser o fio condutor e interagir com os demais no decorrer no disco, mas talvez descaracterizasse demais do estilo “Dream Theater”. Vamos ver se volto aqui para reescrever depois de absorver o disco melhor, ou não.

Bom, seguem os links!

Link: https://open.spotify.com/album/6SRlWxC7lMPu2qlwOMslrk
URI: spotify:album:6SRlWxC7lMPu2qlwOMslrk

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